SPE divulga projeções de mercado sobre o impacto da Covid-19 na economia brasileira 22ABR

Pesquisa entre participantes do Prisma Fiscal/SPE, nos meses de março e abril, aponta que o país voltará a crescer em 2021 em ritmo mais acelerado

A Secretaria de Política Econômica do Ministério da Economia (SPE/ME) divulgou nesta sexta-feira (17/4) resultados de pesquisa realizada com analistas de mercado, nos meses de março e abril, sobre as perspectivas de crescimento econômico do país em 2020 e nos anos seguintes.

De acordo com os resultados da pesquisa para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro e para o “hiato do produto” (diferença percentual entre o PIB efetivo e o “PIB potencial” do país), a previsão mediana de mercado para a variação do PIB em 2020 passou de um crescimento de 1,8%, na coleta de março, para uma queda de 3,3%, na coleta de abril – diferença de cerca de 5 pontos percentuais.

O coordenador-geral de Modelos e Projeções Econômico-Fiscais da SPE, Sergio Gadelha, explica que essa diferença reflete o choque da pandemia da Covid-19 na economia brasileira ao longo deste ano. Além disso, segundo ele, houve também significativo aumento da dispersão das previsões em torno da previsão central, resultado do aumento da incerteza macroeconômica.

Por outro lado, a pesquisa apontou uma elevação na previsão mediana de crescimento em 2021 de 2,5% para 3%, além de manutenção dos valores previstos para os anos seguintes. “Esse número indica uma expectativa de que o impacto da Covid-19 terá efeitos negativos apenas temporários sobre o crescimento, e de que a retomada econômica será relativamente rápida”, afirmou o coordenador-geral.

De acordo com Gadelha, as expectativas positivas em relação à retomada para os próximos anos estão associadas ao amplo conjunto de medidas anunciadas e adotadas pelo governo federal em resposta à pandemia. 

“Essas medidas incluem o direcionamento de recursos para a área de saúde; a transferência de renda para os mais carentes, na ordem de R$ 98 bilhões em três meses; ações para fomentar o mercado de crédito; preservação de empresas e empregos; e transferências de recursos para estados e municípios, entre outras”, destaca Sérgio Gadelha.

As previsões dos analistas foram coletadas em dois períodos: o primeiro finalizado em 5 de março, imediatamente anterior ao agravamento da crise da Covid-19; e o segundo terminado em 9 de abril, imediatamente posterior.  Assim, a comparação entre as previsões das duas coletas fornece um indicador aproximado do impacto da crise nas expectativas de mercado.

Responderam à pesquisa as instituições participantes do Prisma Fiscal/SPE, sistema de coleta de expectativas de mercado para variáveis fiscais administradas pela Secretaria.

Clique aqui e veja relatório completo

Acompanhe nosso trabalho
nas redes sociais